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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Dia do Padeiro é lembrado em Imperatriz

Imperatriz e região contam com profissionais capacitados, preparando delícias para a primeira alimentação do dia



Já pensou o que seria do mundo sem esse profissional que, todos os dias, levanta cedinho, durante as primeiras horas, para preparar o principal produto do nosso café da manhã – o pão?

O pão fresquinho preparado por ele há milênios dá energia para as primeiras atividades do ser humano, profissionais ou não.

Na sexta-feira, 8 de julho, foi comemorado o Dia do Panificador, mais conhecido por padeiro. A data não poderia passar em branco.

Huuum, que delícia! Gostoso, o pão fresquinho, acompanhado do café com leite, ou pingado, nome pelo qual é popularmente conhecida a mistura que torna a nossa primeira refeição mais saborosa e forte, continua na preferência dos brasileiros. Das diversas regiões do país.

Quentinho – O pãozinho quente, com café, leite e manteiga, nunca saiu de cena. Ou de moda, como destaca o microempresário Júlio Prates, ao revelar sua paixão pelo pãozinho francês. “Gosto mesmo é de comer pão com manteiga, na chapa”, acrescenta informando que, habitualmente, faz isso, há anos, sempre aos domingos. Algumas das vezes, com a esposa, a dona de casa Vanusa Ferreira.

A preferência “número um” dos brasileiros, também consta do cardápio da principal refeição matinal da executiva de vendas da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Imperatriz, Rita Cruz. “Não pode faltar, mesmo não estando em casa, dificilmente me esqueço dele [o pãozinho francês], sempre gostoso de olhar e, principalmente, comer”, afirma.

Homenagem – Para homenagear os panificadores e padeiros de Imperatriz e região, publicamos, matéria especial sobre essa profissão que conseguiu romper os anos e firmar-se como uma das mais importantes no segmento da gastronomia, atendendo aos mais diversos gostos, ou seja, produzindo pães e uma série de produtos, que, com o passar dos anos, foi surgindo e consolidando-se no mercado.

Os panificadores e padeiros desta parte do Maranhão, também acompanharam o processo de transformação que o setor passou, informando-se sobre tendências e, principalmente, participando de cursos, entre eles, oficinas sobre manipulação de alimentos, em resposta as exigências do moderno e conectado público consumidor, que também evoluiu, pedindo, desta forma, qualidade nos produtos fabricados pelas panificadoras de Imperatriz e de municípios vizinhos.


Padeiro há 17anos, “com orgulho”
Trabalhando na Panificadora Big Pão, localizada na Rua Benedito Leite, no bairro Mercadinho, há 4 anos, Alex Almeida Lima Silva, conhecido entre os colegas por “Prefeito”, dedica, dos seus 34 anos, 17 para a profissão de padeiro. Começou no ramo como ajudante, aos 16 anos, em João Lisboa, a 12 km de Imperatriz.

Os esforços dele não foram em vão. Sua dedicação e competência foram logo reconhecidas e, pouco tempo depois, ele já estava trabalhando como padeiro. Foram apenas 3 meses de aprendizado, mas de muito empenho. “Vontade de aprender nunca faltou, acompanhando tudo”, conta.

Mudanças – Alex ressalta que os tempos mudaram e ele teve de aumentar seus conhecimentos, abrindo horizontes no ofício de padeiro. Ser apenas padeiro já não era o suficiente para continuar na profissão. Hoje, na Big Pão, seu raio de atuação vai muito mais além do que ser apenas “fazedor de pão”. Aprendeu a confeccionar salgados, bolos, tortas, entre outros. Assim, a padaria oferece, atualmente, uma variada linha de produtos, abrindo infinitas possibilidades para sua clientela.

Atualmente, Alex conta com o reforço, em suas atividades diárias, de Clenilton Sousa, ajudante de pedreiro. Mesmo no começo da profissão, ele garante que irá crescer. “E muito, pois fico de olho em tudo”.

Padarias modernas, clientela satisfeita
A reportagem  ouviu, na manhã deste sábado (9), o presidente do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria de Imperatriz (Sinpancimp), Joanas Alves, para saber como anda o segmento no âmbito empresarial.

De acordo com ele, as dificuldades são inúmeras em face da recessão econômica por que passa o país, mas, principalmente, do elevado preço do trigo e do fermento, conseqüência dos constantes reajustes do dólar.

Empresário da panificação há 20 anos em Imperatriz, Joanas Alves é proprietário da Pão da Hora, situada na Rua Ceará, e conta que a classe teve de mudar para acompanhar as transformações do mercado.

Joanas Alves revela Imperatriz contar, hoje, com cerca de 140 panificadoras, espalhadas pelos quatro cantos da cidade, todas produzindo pães e outros produtos com qualidade. O presidente do Sinpancimp observou que as padarias também exercem papel social, com ênfase para as que funcionam nos bairros, apoiando igrejas, creches e escolas. Elas também oferecem café da manhã para moradores de rua. “As padarias desenvolvem uma importante função social, ajudando os mais necessitados”, discorre.

Encerrando, Joanas Alves deixa uma mensagem de confiança para os panificadores e padeiros da cidade e região. “Continuemos com dedicação e amor”.

Texto: Raimundo Primeiro





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