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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Maranhão possui potencial do agronegócio de frutas, revela especialistas

O Congresso se estenderá até sexta-feira, no hotel Luzeiros, em São Luís.(Fotos: Embrapa Cocais)

São Luís - O potencial da cadeia produtiva da fruticultura do Maranhão é um dos temas em debate no XXIV Congresso Brasileiro de Fruticultura, que está acontecendo pela primeira vez no estado.

Com debates focados no tema: “Fruteiras Nativas e Sustentabilidade”, o evento se estenderá até sexta-feira (21), no Hotel Luzeiros. O congresso é uma realização conjunta da Sociedade Brasileira de Fruticultura (SBF) e reúne a comunidade técnica-científica do segmento da fruticultura brasileira.

São mais de 600 pessoas, entre pesquisadores nacionais e internacionais, professores de universidades de vários estados, empresários, produtores, técnicos e estudantes da UEMA, UFMA e IFMA, representantes de instituições de desenvolvimento e empresas públicas e privadas ligadas ao setor da produção.

Empreendedorismo - O diretor superintendente do Sebrae no Maranhão, João Martins, destacou que o Maranhão é um estado de vocação predominantemente agrícola. “As universidades podem contribuir com os pequenos produtores no processo de assimilação e prática do conhecimento, para que possam ser empreendedores rurais de sucesso e, assim, implementem as mudanças necessárias que refletirão em uma nova realidade produtiva para o estado”, disse o executivo.

Informação - Na visão do presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Maranhão (Faema), Raimundo Coelho, a fruticultura o Maranhão ainda está muito aquém de outros estados brasileiros.

“São poucos os investimentos na área. Banana, abacaxi, caju, açaí, enfim, muito pouca. Um das razões desta falta de investimento é a falta de informação e conhecimento por parte dos nossos produtores rurais  e da importância dada à este tipo de produção tanto para o mercado local, quanto para o nacional e internacional”, declarou.

Investimentos - Coelho lembrou que a Federação, por meio do Senar, tem desenvolvido ações na área de fruticultura  atendendo demandas de cursos, de quem já pratica  pequenas lavouras de fruticultura.
Exportação - O presidente da Sociedade Brasileira de Fruticultura (SBF), Almy Cordeiro de Carvalho, enfatizou o potencial do estado para a fruticultura. “A despeito de o Maranhão importar quase todas as frutas consumidas aqui, ele tem um potencial gigantesco para ser um grande exportador de frutas não só para outros estados como para outros países, inclusive por sua posição privilegiada”, explicou o professor, fazendo referência ao Porto do Itaqui.

Desenvolvimento - “Acreditamos que, no Maranhão, não será diferente e poderemos comemorar, daqui a alguns anos, a expansão das fronteiras agrícolas do estado por meio do desenvolvimento da fruticultura de qualidade, baseada em pesquisa, usando recursos tecnológicos e inovadores para melhorar consideravelmente a plantação, a irrigação e a colheita de fruteiras nativas e, assim, melhorar a vida do produtor que busca na terra o sustento da sua família”

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