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terça-feira, 23 de maio de 2017

Sabores do Maranhão serão exportados para Ásia

O primeiro lote de caju será exportado, inicialmente, para o Vietnã
                                              
                                                                                     
                           Cajueiros da região multiplicam produção


   
A  castanha de caju, produzida no Maranhão, começa a ser exportada para o Vietnã. É a primeira inserção desse produto no mercado internacional.  A convite de Helberth de Oliveira, especialista em comercio exterior, desembarcará em Imperatriz, no próximo dia 27, procedente do Canadá, Tran Minh Qunag, que vem negociar com produtores maranhenses. 
Segundo o intermediador das negociações, Helberth de Oliveira, as exportações maranhenses deverão experimentar grande crescimento este ano. Essa é a segunda  experiência de exportação da castanha de caju maranhense. O  Maranhão já exportou para a Índia o primeiro carregamento de castanha de caju, de  1.500 toneladas, o que mostra que as atividades vão facilitar o comércio do Brasil com toda a Ásia.
Na primeira exportação os importadores indianos  depositaram duas cartas de crédito no Banco do Brasil, uma de US$ 495 mil, outra de US$ 247,5 mil, antecipando-se ao embarque do lote de castanhas, que foi feito pelo porto de Itaqui, em São Luís. As castanhas maranhenses foram produzidas na região de Barreirinhas, partindo de investimentos conjuntos de brasileiros e indianos. 
“Com essa ação, o porto de Itaqui ganha em muito em eficiência e redução de custos, facilitando novos embarques de produtos brasileiros para o exterior, afirma Helberth de Oliveira, acrescentando que, para semear pomares é necessário investir em tecnologia, correção de solos, combate de pragas, entre outros".
Para Oliveira, o Maranhão precisa criar pequenas cooperativas de cajucultores nos municípios onde a cultura é desenvolvida. Desta forma, entidades podem fazer o trabalho de beneficiamento do caju e a central é responsável pelo processamento da castanha. No processo de certificação, a Cooperativa central poderá apoiar junto aos produtores ligados à central.
“Com a implantação de uma Cooperativa Central dos Cajucultores maranhenses, podemos viabilizar a participação da Cooperativa Maranhense em feiras e eventos regionais e nacionais, porque isso é um dos requisitos para a certificação em Comércio Justo”, diz Helberth de Oliveira.
Ele destaca ainda, que a certificação trará muitos benefícios para os cajucultores maranhenses. “O Comércio Justo trabalha com os setores menos favorecidos do sistema econômico, buscando incluir socialmente as famílias das regiões mais pobres. É uma alternativa viável para esses pequenos produtores, pois promove o desenvolvimento local, incentivando a cooperação dentro de princípios éticos e sustentáveis”, conclui Oliveira. (Domingos Cezar)


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